Entrevista com Bethany Hamilton

Patrocinada pela Rip Curl, uma das maiores marcas de surfwear do mundo, a havaiana Bethany Hamilton é conhecida como uma das melhores surfistas da atualidade. Ela conta com um estilo único e uma habilidade inegável para todos os tipos de onda – dropando desde as bombas do Hawaii até as marolas de Trestles. Com tudo isso, agora a surfista também é mãe, e mesmo assim continua quebrando nos melhores picos do mundo.

O diferencial é que Bethany faz tudo isso com apenas um braço. Quando tinha 13 anos de idade, a garota perdeu o seu membro direito em um ataque de tubarão enquanto treinava perto de casa. Muitos podiam até achar que esse fosse o fim de sua carreira profissional, mas ela deu a volta por cima, sendo dona de uma história admirável de superação. Apenas 2 meses após o ocorrido, ela já estava n’água procurando voltar às competições.

Na última semana, batemos um papo com a atleta e ela nos contou um pouco sobre a sua rotina de mãe, a adrenalina do big surf, como foi chegar às semifinais do Fiji Pro e muito mais. Se liga!

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Como a sua rotina mudou desde que você se tornou mãe?

As minhas prioridades são o meu filho e o meu marido. Ser mãe é incrível, faz com que eu me sinta completa! Raramente consigo sair para surfar antes das 8 horas da manhã, mas sou grata por cada momento e tento aproveitá-lo ao máximo.

Você surfou durante a gravidez?

Sim, eu me sentia bem confiante para surfar, mas antes tive a certeza de que meu bebê estaria seguro. O surfe com certeza me ajudou a manter a saúde e a felicidade durante a gravidez.

Você já colocou o seu filho em cima de uma prancha?

Sim, eu o levei para surfar nas ilhas Fiji – quinta etapa do World Tour – pela primeira vez. Ele amou!

Como funciona sua dieta?

Eu tento comer apenas comidas saudáveis e orgânicas. Eu adoro inventar diferentes receitas com o meu marido. Evito açúcar, comidas industrializadas, glúten e mariscos.

Quais outras atividades você gosta de praticar?

Eu busco estar sempre ativa. No passado eu jogava tênis, treinava jiu-jitsu e depois passei a amar andar de skate, nadar e mergulhar no oceano. Mas hoje em dia eu geralmente treino crossfit quando não estou surfando.

Você competiu em Fiji no último semestre e chegou até as semifinais (Parabéns, a propósito!). Como você se prepara psicologicamente para esses eventos?

Obrigada! Eu estava tão animada para surfar em Fiji! Obrigada WSL (World Surf League) pelo Wildcard! Eu treinei muito para essa etapa, dentro e fora do mar. Procurei focar nas minhas forças e pensar em como eu deveria completar tal manobra. Joe Roseman também me deu alguns conselhos e isso aumentou a minha confiança! Foi incrível me sair tão bem nessa etapa!

Como foi surfar a primeira onda depois do ataque de tubarão?

Foi a melhor onda da minha vida. Eu chorei de felicidade! Eu ainda tinha muito medo e insegurança, mas continuei tentando. Fico muito feliz por ter ao menos tentado, porque olha onde estou agora!

Você dropou uma bomba cabreira em Jaws, no início desse ano, sendo nominada até para o Billabong XXL como a onda do ano. Como você compara o big surf com o surf de ondas pequenas?

Eu amo todos os tipos de ondas e tenho planos de fazer isso pelo resto da minha vida. Mas o big surf é uma adrenalina e tanto, e eu tenho me inspirando muito pelo que os surfistas andam fazendo nas ondas grandes ultimamente, tanto os meninos quanto as meninas!

O que você diria para as pessoas que estão passando por alguma dificuldade, como a sua?

Que você não deixe que o medo te impeça de pelo menos tentar. Faça isso, mas faça com paixão e determinação. E não se esqueça de se cercar de pessoas que se importam e torçam por você. Além de tudo, divirta-se, pois isso é o que realmente importa!

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