No topo da onda: A cultura do surf

 

Hoje, 20 de junho, é o Dia Mundial do Surf! Pra celebrar a data, conversamos com o apresentador do antigo Planeta EXPN (ESPN) e responsável por cobrir o X-Games (ESPN) por anos, o jornalista Tiago Brant. O cara é conectado com o mundo do surf desde garoto. Da paixão por dropar surgiu o comentarista e repórter da ESPN, cheio de conhecimentos em esportes de ação. Dá só uma olhada!

 

 

(Foto: acervo pessoal)

 

 

De onde veio seu interesse pelo surf?

Tudo começou numas férias de verão com a família. Isso foi por volta dos anos 1980. Eu tinha 10 anos, prancha de isopor e surfava deitado. Nessas mesmas férias fui pra praia de Itaguá, em Ubatuba (SP), com meus tios. Meu pai morria de medo de mar e, à princípio, não aprovar a ideia de eu surfar. Mas quando ele me viu em cima de uma onda aos dez anos de idade, ficou de boca aberta e aceitou numa boa!

 

   Qual é o seu lugar preferido para surfar? Por quê?

Adoro o Havaí, cara. Mas pra mim a Indonésia é um lugar fantástico. As praias de lá são conhecidas por ter ondas pela esquerda, perfeitas, feitas pelo vento. Elas facilitam a vida de quem é canhoto e fazer o front é bem mais fácil nessas condições.

 

 

 

 

 

 

  Na final da etapa de Jefreys Bay você narrou o fatídico episódio em que Mick Fanning tomou a mordida do tubarão. Como foi essa experiência?

Uma palavra: inusitado! Nunca tinha presenciado uma situação dessas. Foi incrível. Apesar de ser uma situação ruim, foi bacana fazer parte disso. Tudo que é surpresa é bom, ainda mais quando no final deu tudo certo. E outra, um caso assim tem atributos perfeitos de uma boa notícia: eleva a audiência.

 

E você, já sofreu um acidente na água?

Já sim, em Arraial do Cabo (RJ). Naquele dia o mar estava completamente vazio. E aconteceu que veio uma onda gigante e levou a prancha. O cansaço nessa altura estava enorme, pensei que não fosse resistir, mas é nessas horas que você tira força de onde acha que não tem.

 

 O dia 20 de junho é o Dia Mundial do Surf. Qual é a sua avaliação sobre o esporte no Brasil?

É uma consequência de uma geração que veio antes. Surfistas como Miguel Pupo, Filipinho, que são filhos de surfistas, e o próprio Gabriel Medina tiveram total influência da família na hora do surf. A Austrália, por exemplo, sempre foi point do surf justamente por conta disso, da cultura da família surfista. O Brasil vem crescendo e vai crescer mais ainda nesse ramo porque está incorporando essa cultura de passar de geração em geração. Eu estou fazendo minha parte!

 

Qual é a dica para quem está começando no esporte?  

Só vai (risos)! Tem que experimentar. Minha filha está começando agora também e aqui o incentivo é grande, ela está amando. Independentemente de morar próximo à praia ou não, é uma prática que vale à pena investir tempo. É uma emoção que inspira!

 

 

 

 

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