Surf feminino no Brasil

Enquanto o surf masculino segue sob os holofotes da mídia e conquista o mundo em campeonatos consagrados (vide o nosso Brazilian Storm), o feminino ainda sofre pra alcançar um posto justo no cenário mundial.

Pra provar que as meninas não estão pra brincadeira e merecem sim destaque na cena do surf, confira quatro nomes que são fera no esporte e os principais campeonatos.  

Top surfistas

Maya Gabeira – carioca, 30 anos, filha do ex-deputado federal Fernando Gabeira, começou a surfar aos 14 anos. Em 2007, aos 20 anos, iniciou uma série de quatro vitórias consecutivas no Billabong XXL Global Big Wave Awards, prêmio que voltou a vencer em 2012 e a pôs na elite do surf.

Silvana Lima – já foi duas vezes vice-campeã mundial; a primeira vencedora da nova etapa do QS 6000 Feminino, o Sydney International Women’s Pro Champion em Cronulla Beach, Austrália. A cearense de 32 anos é a brasileira mais bem classificada no ranking mundial de surf: ocupa a décima quinta posição.

Carol Bonelli – com apenas 16 anos, a carioca de Saquarema é uma das grandes promessas brasileiras. Representou o Estado do Rio de Janeiro como Campeã da etapa Rip Curl Grom Search 2016 (Florianópolis), Bicampeã Sub 14 (2014 e 2015), Campeã Estadual Sub 18 (2014), Vice Campeã Rio Girl Grom Search (2015 e 2016) e 13° lugar no Mundial ISA Games Portugal (2016). Título pra guria é o que não falta!

Tatiana Weston Webb – Com apenas 20 anos, a brasileira naturalizada havaiana é filha de uma praticante de bodyboard( aquele surf deitado em pranchas pequenas) e de um surfista. Hoje já faz parte da elite mundial, pois desde cedo já entubava no Havaí e ficou profissa. Hoje está em oitavo lugar no ranking mundial.

 

Silvana Lima é uma das mais atletas mais consagradas do surf feminino no Brasil
Silvana Lima é uma das mais atletas mais consagradas do surf feminino no Brasil (Foto: Shutterstock)

Campeonatos

Na última etapa do Circuito Mundial, o WCT (World Championship Tour), realizada de 29 de julho a 6 de agosto, Silvana Lima foi a única brasileira que representou o surf brasileiro, mas acabou eliminada pela francesa Pauline Ado. O título acabou nas mãos da californiana Sage Erickson, que agora ocupa o sexto lugar na elite do esporte.

A próxima etapa do mundial começa no dia 6 de setembro, em Trestles, EUA. Silvana Lima já vai pegar algumas pedreiras logo de cara: a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, da Austrália, e a havaiana Clarissa Moore, considerada três vezes a melhor atleta do mundo.

E aí, bora dar aquele apoio pro surf feminino?!

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